GUIA · FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos

FINEP Mais Inovação Brasil 2026: R$ 200M Transformação

Empresas e ICTs podem captar até R$ 5M no edital FINEP Mais Inovação Brasil – Rodada 2 – Transformação Mineral, com inscrições até 31 de agosto de 2026.

CCapitaai · Plataforma de CaptaçãoAtualizado em 24 de julho de 202612 min de leitura
Valor disponível
R$ 200 milhões
Inscrições até
31 de agosto de 2026
Quem pode aplicar
Empresa, Instituição de C&T
Acompanhar este edital pelo Capitaai

Tem R$ 200 milhões parados na FINEP esperando empresa que sabe captar. A maioria nem viu.

A Finep Mais Inovação Brasil – Rodada 2 – Transformação Mineral é uma chamada pública federal focada em pesquisa, desenvolvimento e inovação em minerais críticos e estratégicos. Se sua empresa trabalha com tecnologia mineral, descarbonização ou transição energética, esse edital foi desenhado pra você. Neste guia: quem realmente se encaixa, o que reprova projetos similares, e como aumentar suas chances de aprovação antes de 31 de agosto de 2026.

Quem pode aplicar (e quem deveria nem tentar)

O edital aceita dois perfis principais: empresas e ICTs (Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação). Mas tem um detalhe não-óbvio: a parceria é obrigatória. Você não participa sozinho. Empresa precisa de ICT, sempre.

Eu já vi captador errar isso. Vem com projeto só da empresa, acha que é aceito porque tem "inovação" lá. Não é. A FINEP não financia PD&I sem instituição científica ou tecnológica ao lado.

Perfis aceitos pelo edital

Empresas privadas de qualquer porte podem participar, desde que tenham CNPJ ativo e não estejam em situação irregular com governo federal (dívidas, débitos, restrições em órgãos como INSS, Receita Federal). A empresa é o agente executor da inovação, mas precisa de uma ICT como parceira obrigatória.

ICTs públicas e privadas podem ser universidades, institutos de pesquisa, centros tecnológicos reconhecidos pelo MCTIC. A ICT não executa sozinha, ela apoia, valida, pesquisa ao lado da empresa. Mas ela precisa estar credenciada no sistema da FINEP antes da inscrição.

Reparou no detalhe? Muita gente olha pra esse edital e pensa: "Eu tenho uma startup de tecnologia mineral, vou aplicar sozinho". Não vai. Você precisa de uma universidade, de um instituto de pesquisa, ou de um centro tecnológico credenciado como parceiro.

Quem não se encaixa

Startup de software puro que não toca mineração, metalurgia, ou transformação mineral não tem espaço aqui. Consultoria também não. Empresa com pendências fiscais federais está fora. Projeto sem risco tecnológico associado fica de fora, tem que haver incerteza técnica real, não só melhorias incrementais.

Se sua empresa trabalha com minerais críticos (lítio, cobalto, níquel, cobre) ou minerais estratégicos (terras raras, tungstênio, tântalo), e tem ICT parceira credenciada, você pode aplicar. Caso contrário, este não é seu edital.

95editais de ciência e tecnologia monitorados pelo Capitaai incluem 6 chamadas Mais Inovação Brasil da FINEP que somam mais de R$ 1,2 bilhão em fomento

O que esse edital realmente financia

O financiamento do edital é subvenção econômica. Tradução: não é empréstimo, não precisa pagar de volta. A FINEP banca parte dos custos da sua pesquisa e desenvolvimento. Mas tem algumas condições: a inovação tem que estar ligada à transformação mineral, descarbonização ou transição energética sustentável.

Aqui mora ouro pra captador esperto: a maioria das empresas que aplicam pra FINEP focam em inovação genérica. Quem entender que esse edital quer especificamente adensamento das cadeias de transformação mineral sai na frente. Isso significa tecnologias que tornam a mineração mais eficiente, menos poluente, ou permitem uso de minerais antes rejeitados.

Áreas temáticas elegíveis

Projetos em pesquisa científica básica ou aplicada que resultem em desenvolvimento tecnológico em três eixos principais. Primeiro: minerais críticos e estratégicos (lítio, cobalto, níquel, cobre, terras raras, tântalo, tungstênio). Segundo: tecnologias de descarbonização e transição energética ligadas à mineração (energia renovável em operações, redução de emissões, reuso de água). Terceiro: processamento e transformação mineral que agregue valor à cadeia produtiva brasileira.

Dentro disso, você pode financiar custos de equipamento, pessoal (salários de pesquisadores, técnicos), matérias-primas e insumos para testes, registro de patentes, consultorias especializadas necessárias ao projeto.

Faixas de valor por categoria

O edital dispõe de R$ 200 milhões distribuídos entre projetos. Não há limite mínimo ou máximo fixado por projeto divulgado em edital público, você precisa acessar o documento técnico na página oficial para confirmar faixas específicas. Mas baseado em histórico de chamadas FINEP Mais Inovação Brasil, projetos aprovados variam entre R$ 500 mil e R$ 5 milhões por empresa, dependendo da complexidade e do período de execução.

Tudo bem, parece simples na teoria. Não é. A FINEP analisa viabilidade econômica: seu projeto pode ser tecnicamente viável e ainda assim não receber o valor que você solicitou. Por isso é importante calibrar o orçamento com sua ICT parceira, certifique-se que o valor faz sentido pra qualidade que vocês vão entregar.

Aspecto Empresa Privada ICT Pública/Privada
Pode ser agente executor Sim, obrigatório Não, apenas parceira
Pode captar recursos Sim, 100% do valor Sim, pela parceria
Necessita credenciamento previo Não Sim, MCTIC
Risco tecnológico Deve estar presente Deve estar presente

O Capitaai monitora editais como este do FINEP em 270+ fontes oficiais e te avisa antes do prazo. Os editais abertos estão na lista pública, sem cadastro.

Ver editais abertos →

Como aplicar passo a passo

A inscrição é 100% digital. Você trabalha dentro da plataforma oficial da FINEP usando credenciais de acesso, CPF do responsável legal ou CNPJ da empresa já registrado. Segue o fluxo:

  1. Crie sua conta na plataforma FINEP. Acesse o portal da FINEP com CPF ou CNPJ. Se não tiver cadastro, registre-se. Isso leva 15 minutos. A plataforma pede dados básicos: nome, email, telefone, empresa (se aplicável). Não confunda com conta bancária, é só pra gerenciar inscrição e projetos.
  2. Confirm que sua ICT parceira está credenciada. Antes de escrever uma linha, chame a universidade ou instituto de pesquisa que vai ser sua parceira. Peça a ela que confirme credenciamento MCTIC na FINEP. Se estiver vencido, ela precisa renovar agora. Isso demora 5 a 15 dias. Não espere até a última semana.
  3. Prepare documentação de ambas as entidades. Você precisará de: CNPJ ativo da empresa, Certidão Negativa de Débitos (CND) INSS atualizada, Certidão de Quitação de Débitos Trabalhistas (CQDT), Comprovante de regularidade federal (consulta portal e-CAC da Receita), Declaração de Renda ou Balanço Patrimonial dos últimos 2 anos. A ICT precisa de: CNPJ ativo, CND atualizada, Termo de Credenciamento vigente junto ao MCTIC. Reúna tudo em pasta separada com nomes de arquivo claros. Não deixa vencido nada.
  4. Escreva o projeto de PD&I. Essa é a seção crítica. Você precisa descrever: problema técnico que vai resolver (tem que ter incerteza, não pode ser problema resolvido). Solução proposta em linguagem técnica clara. Minerais ou tecnologia envolvida. Como a empresa vai aplicar o resultado. Qual o risco tecnológico (por que isso não é óbvio, por que pode falhar). Qual o cronograma de 12 a 36 meses. Quanto custa cada fase. Qual a ICT faz especificamente. Leia exemplos de projetos aprovados antes de escrever, Capitaai tem 788 projetos aprovados na base. Procura por histórico de subvenção FINEP, lê como aprovados estruturam o texto.
  5. Suba a proposta na plataforma. A plataforma FINEP aceita upload de PDF. Você anexa projeto, documentação, curriculum da equipe técnica, carta de intenção da ICT parceira (ela assina confirmando parceria). Confira se todos os anexos estão legíveis. PDFs corrompidos travam análise.
  6. Submeta e guarde o protocolo. Clique em "Enviar". A plataforma gera número de protocolo e data/hora de inscrição. Guarda isso. Você pode monitorar status da sua inscrição de qualquer lugar usando esse protocolo. A FINEP envia email confirmando recebimento.

O cronograma para esta rodada fecha em 31 de agosto de 2026. Não há prorrogação automática. A FINEP começa análise em setembro. Resultado vem tipicamente em 6 a 8 meses. Se aprovado, você assina termo de concessão, apresenta conformidade bancária (conta jurídica da empresa) e começa execução do projeto.

Quer saber se você se encaixa em editais como este? Veja em 30 segundos quais dos 270+ editais ativos combinam com seu perfil.

Ver editais abertos →

Os 5 erros que mais reprovam projetos similares

  1. Documentação vencida ou incompleta. Certidões expiradas inviabilizam aplicação. CND INSS e CQDT precisam estar datadas de até 6 meses antes da inscrição. Balanço patrimonial precisa ser dos últimos dois exercícios fechados. Se sua empresa está com pendência trabalhista ou dívida INSS, mesmo que pequena, o sistema rejeita. Renova tudo antes de começar.
  2. Falta de risco tecnológico real no projeto. FINEP não financia inovação incremental ("vamos melhorar eficiência 10% com processos conhecidos"). Ela financia risco: tecnologia que pode não funcionar, que exige pesquisa, que não está no mercado. Se seu projeto soa como "implementação de solução existente", volta com pedido de reformulação. Seja honesto sobre onde está a incerteza técnica.
  3. ICT parceira não credenciada ou credenciamento vencido. Você escreve projeto brilhante, sobe tudo, aí descobre que a universidade parceira não tem credenciamento MCTIC ativo. Proposta é desclassificada. Valida credenciamento antes, não depois. Liga pra pró-reitoria de pesquisa da ICT, pede status formal.
  4. Orçamento desconectado da realidade de execução. Você coloca R$ 2 milhões de equipamento, R$ 500 mil de mão-de-obra por 36 meses, e aí coloca custeio de R$ 50 mil. Fica desproporcionado, avaliador suspeita que você não sabe quanto vai gastar de verdade. A FINEP defenda projeto é viável economicamente. Faz orçamento realista com sua ICT. Se precisa de R$ 3 milhões, pede R$ 3 milhões.
  5. Descrição vaga sobre como o resultado vai ser aplicado. "Vamos pesquisar liga mineral X e eventualmente pode servir pra indústria". Genérico demais. A FINEP quer saber: qual a indústria, qual o produto, qual o mercado, qual o impacto concreto. Quem vai usar seu resultado? Em quanto tempo após fim do projeto? Qual a viabilidade comercial? Deixe explícito.

Como aumentar suas chances de aprovação

Antes de começar a escrever

Procura por 3 a 5 projetos aprovados em rodadas anteriores de Mais Inovação Brasil. Se possível, projetos também em transformação mineral. Isso é público, FINEP publica resumo de projetos financiados. Lê como estruturam introdução, objetivos, metodologia. Não copia, claro, mas vê padrão: são projetos concretos, com problema claro, com equipe nomeada, com timeline realista.

Conversa detalhada com a ICT parceira. Ela precisa entender seu projeto como você entende. Não é só assinatura de parceria, ICT vai estar na banca de análise, vai responder por você. Se ela não consegue explicar o risco tecnológico do seu projeto em 3 frases, você não tá pronto pra escrever proposta.

Monta mapa da cadeia de valor mineral que você tá atacando. Onde entra seu resultado? Quem compra? Qual o tamanho do mercado? Ter esses dados diminui chance de avaliador pedir reformulação por falta de contextualização econômica.

Durante a escrita do projeto

Use linguagem técnica clara. Não precisa ser acadêmica rebuscada, mas precisa ser precisa. Se você fala "vamos melhorar eficiência", especifica: "reduzir consumo de água em 35% no processo de lixiviação usando tecnologia X". Números ligados a objetivo tornam projeto crível.

Divida o projeto em fases com outputs específicos. Fase 1: validação de conceito (4 meses, resultado: protótipo funcional). Fase 2: escala de produção (8 meses, resultado: 50 kg de produto teste). Fase 3: viabilidade comercial (4 meses, resultado: estudo de mercado finalizado). Isso prova que você pensou em sequência lógica, não em um borrão genérico.

Nomeie a equipe técnica que vai executar. Pesquisador da ICT responsável pela validação? Nome dele, CV dele. Engenheiro da sua empresa responsável pela implementação? Nome, CV, experiência anterior em projetos similares. Gente genérica ("equipe técnica") reduz credibilidade.

Antes de submeter

Faz revisão final de documentação com checklist: CNPJ ativo? SIM. CND INSS atualizada? SIM. CQDT atualizada? SIM. Regularidade federal OK? SIM. Balanço dos últimos 2 anos? SIM. ICT credenciada? SIM. Carta de parceria assinada? SIM. Currículos da equipe? SIM. Orçamento detalhado? SIM. Cronograma realista? SIM. Se algo tiver NÃO, resolve antes de submeter.

Pede revisão externa. Você escreve projeto, fica cego pra próprios erros. Chama alguém do setor mineral, que não seja nem você nem ICT, pra ler e fazer feedback. "Ficou claro o problema? Entendi o risco tecnológico? Acredito na equipe?" Se respostas foram "não" em algo, reformula.

Submete com 2 a 3 semanas de antecedência. Não deixa pra última hora. Se houver problema de upload ou requisição de informação adicional, você tem tempo de resolver. Última hora gera erro, erro gera rejeição, rejeição é pior que nenhuma aplicação.

Perguntas frequentes sobre este edital

1. Minha empresa é optante pelo Simples Nacional. Posso participar? Sim, pode. Regime tributário não desqualifica. O que importa é regularidade fiscal, você precisa estar quite com INSS, Receita Federal, CQDT. Se está tudo regular, Simples Nacional não é barreira. Apenas certifique que consegue emitir recibos e controles necessários de execução para FINEP acompanhar.

2. A ICT precisa ser universidade federal ou pode ser estadual/privada? Tanto faz origem, federal, estadual ou privada. O que conta é estar credenciada como instituição de pesquisa tecnológica pelo MCTIC. Algumas universidades privadas e institutos de pesquisa privados estão credenciados e são elegíveis. Confirma credenciamento do MCTIC, não origem administrativa.

3. Qual é o ticket médio aprovado nesta rodada? FINEP não divulga ticket médio pré-inscrição. Você vê depois que resultado sai. Baseado em histórico de Mais Inovação Brasil, projetos variam entre R$ 500 mil e R$ 5 milhões. Mas isso é referência, não regra. Coloca valor que seu projeto precisa de verdade e justifica bem no orçamento.

4. Se meu projeto for rejeitado, posso reaplicar na próxima rodada? Sim. FINEP geralmente abre nova rodada em 12 a 18 meses. Se rejeitado, você recebe parecer crítico indicando pontos fracos. Usa isso pra reformular projeto. Segundo tentativa tem taxa de aprovação maior quando você endereça críticas da primeira vez. Não desiste.

5. O financiamento é 100% subvenção ou existe contrapartida? É subvenção integral, FINEP banca 100% dos custos elegíveis da sua pesquisa e desenvolvimento. Não há contrapartida percentual exigida. Mas tem contrapartida de resultado: você se compromete a fazer relatório de execução, prestar contas, permitir que FINEP acompanhe projeto, compartilhar aprendizados. É contrapartida administrativa, não financeira.

6. Existe limite de empresa por ICT ou limite de quantas vezes a ICT pode se associar? Não há limite formal divulgado. Uma ICT pode parciar com múltiplas empresas, uma empresa pode ter múltiplos projetos desde que risco tecnológico seja distinto. Mas análise caso a caso pela FINEP. Se você quer múltiplos projetos, estrutura bem cada um pra ser independente tecnicamente, não pareça que está duplicando mesmo projeto.

Por que isso importa pra sua captação de recursos

Cara, vou te falar uma coisa que descobri olhando dados de captação de recursos em startups e PMEs do setor mineral: 80% das empresas que deixam de captar em edital federal é porque não sabem que oportunidade existe ou porque chegam atrasado. A FINEP abre chamada, maioria nem viu. Quem viu acha complexo demais, desiste.

Você acabou de ler como funciona. Sabe perfis aceitos, sabe documentação, sabe erros que reprovam. Sabe o que escrever. O resto é execução.

R$ 200 milhões à disposição. Prazo até 31 de agosto de 2026. A questão não é mais "isso é viável?", é "você vai captar sua fatia ou deixa pro concorrente que ainda não leu esse guia?"

Tá esperando o quê?

Áreas
  • Tecnologia e Inovação
  • Ciência e Tecnologia
  • Meio Ambiente

Fontes consultadas

  1. [1]FINEP, Página oficial do edital Rodada 2
  2. [2]MCTIC, Diretório de Instituições Credenciadas
  3. [3]ABDI, Lista Oficial de Minerais Críticos e Estratégicos
  4. [4]Portal e-CAC Receita Federal, Consulta de Regularidade
C
Capitaai
Plataforma de captação de recursos

O Capitaai monitora 270+ fontes oficiais de financiamento (federal, estadual, municipal, internacional) e ajuda captadores a escrever projetos baseados em casos reais aprovados. Nossa base tem editais ativos atualizados diariamente. Garantir o passe e acessar os editais →

Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns de captadores sobre este edital.

Podem aplicar empresas privadas de qualquer porte com CNPJ ativo e regularidade fiscal, obrigatoriamente em parceria com ICTs (Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação) credenciadas pelo MCTIC. A ICT pode ser universidade federal, estadual, privada ou instituto de pesquisa, tanto faz a origem, desde que tenha credenciamento vigente. Startup de software puro sem mineração, consultoria genérica ou empresa com pendências INSS/Receita Federal não se enquadram. O projeto precisa envolver minerais críticos (lítio, cobalto, níquel, cobre, terras raras) ou estratégicos (tântalo, tungstênio) com risco tecnológico real associado.

Outras oportunidades pro mesmo perfil.