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CDTI Espanha 2026-2027: Guia FAPESB Bilateral

Pesquisadores e empresas de inovação podem captar até R$ 1,2 milhão no edital CDTI Espanha da FAPESB, com inscrições até 8 de outubro de 2026. Bilateral de

CCapitaai · Plataforma de CaptaçãoAtualizado em 23 de julho de 202610 min de leitura
Inscrições até
08 de outubro de 2026
Quem pode aplicar
Universidade, Instituição de C&T, Pesquisador e outros
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Cara, vou te falar uma coisa que descobri olhando os dados do Capitaai: entre os 95 editais de ciência e tecnologia que monitoramos, a Chamada CDTI Espanha da FAPESB é um dos poucos que financia pesquisa bilateral de verdade. Bilaterais são raras. Elas abrem porta pra network internacional + fomento real.

Neste guia: quem realmente se encaixa (não é todo mundo), o que o edital financia além do óbvio, como montar sua aplicação passo a passo, e os 5 erros que mais reprovam projetos que parecem bons no papel.

## Quem pode aplicar (e quem deveria nem tentar) O edital da FAPESB aceita universidades, institutos de ciência e tecnologia (ICT), pesquisadores individuais com vínculo institucional e empresas que trabalham com inovação tecnológica. Parece aberto. Não é tanto assim. ### Perfis que realmente se encaixam Universidades federais e estaduais baianas têm vantagem óbvia. ICT públicos também. Mas aqui mora ouro pra captador esperto: a Espanha tem 46 universidades de pesquisa de alto nível. Se você já trabalha com alguma delas, ou conhece pesquisador lá, sua chance salta. O edital quer bilateral mesmo. Pesquisadores vinculados em instituição com histórico em P&D internacional saem na frente. Não precisa ser Universidade de São Paulo. Mas precisa ser lugar que já fez convênio com exterior antes. FAPESB olha currículo Lattes com lupa. Se tem publicação em coautoria com espanhol, melhor ainda. Empresas de base tecnológica com pelo menos 3 anos de operação e foco em inovação se encaixam. Mas cuidado: FAPESB não financia operacional de empresa. Financia projeto de pesquisa que a empresa executa com parceria acadêmica. ### Quem não deveria nem começar Pesquisador sem vínculo institucional formalizado. Parece óbvio. Ainda vejo isso toda semana. CNPJ inativo ou com situação irregular na Receita Federal. Startup com menos de 1 ano operando. ONG ou associação que não trabalha com P&D. Consultoria sem equipe técnica própria em pesquisa. Empresa que quer financiar desenvolvimento de produto puro (não pesquisa científica ou tecnológica). Aí não entra. Edital quer geração de conhecimento, não produção.
Perfil Se encaixa? Observação
Universidade pública (federal/estadual) Sim Ideal se tem parceria com Espanha
Instituto de pesquisa público Sim Desde que seja ICT formalizado
Pesquisador + universidade privada Talvez FAPESB aceita, mas é menos competitivo
Empresa de base tecnológica (3+ anos) Sim Com parceria acadêmica obrigatória
Startup (0-2 anos) Não Prefira editais de pré-seed
ONG ou associação Não Não é financiador de terceiro setor puro
## O que esse edital realmente financia Não é bolsa. Não é patrocínio. É fomento de pesquisa científica, tecnológica e de inovação. Traduzindo: você recebe dinheiro pra fazer pesquisa que gera conhecimento novo e tem potencial comercial. A diferença é importante. ### Áreas temáticas elegíveis O edital prioriza inovação tecnológica com aplicação prática. Quer dizer: biotecnologia, TIC (tecnologia da informação e comunicação), energia renovável, nanotecnologia, saúde. Não financia pesquisa pura de filosofia ou história, por mais rigorosa que seja. O diferencial aqui é que as linhas de pesquisa precisam ter sinergia com pesquisa espanhola. FAPESB quer transferência de tecnologia bilateral. Se seu projeto tem interesse só nacional, fica mais fraco. Se tem potencial pra gerar parceria duradoura com universidade espanhola, aí sim. ### Subvenção econômica e investimento esperado FAPESB não divulga faixas de valor fixas nesta chamada. Mas histórico de editais bilaterais mostram tickets entre R$ 200 mil e R$ 1,2 milhão por projeto, dependendo de escopo. Projetos menores (12-18 meses, 1-2 pesquisadores) ficam nos R$ 250 a R$ 450 mil. Projetos maiores (24-36 meses, equipes maiores) podem chegar a R$ 800 mil ou mais. Isso é subvenção econômica, não retornável. Mas tem prestação de contas. Você precisa executar exatamente o que prometeu e justificar cada centavo gasto. Não é incentivo fiscal como a Lei do Bem.
262editais ativos monitorados pelo Capitaai incluindo 95 de ciência e tecnologia como este
## Como aplicar passo a passo Tem prazo até 8 de outubro de 2026. Parece longe. Não é. Edital de pesquisa come tempo.
  1. Montar a parceria bilateral. Antes de escrever uma linha do projeto, identifique seu parceiro espanhol. Pode ser universidade, instituto de pesquisa ou empresa inovadora lá. Sem parceiro formalizado (com carta de intenção assinada), sua candidatura fica fraca. Contate grupos de pesquisa em universidades tipo Universidad de Barcelona, Universitat Autònoma de Madrid ou CSIC. Faça isso agora.
  2. Preparar documentação institucional. Seu CNPJ ou registro na Plataforma Lattes (se pesquisador) precisa estar em dia. Certidões da Receita Federal, FGTS, INSS atualizadas. Estatuto e atas de assembleia se instituição. Tudo precisa estar válido no momento da submissão. Não envie documentação vencida.
  3. Criar o projeto científico/tecnológico. Problema + hipótese + metodologia + resultados esperados. Tem que caber em 15-20 páginas. Detalhe equipamentos, viagens para Espanha se houver, bolsas de pesquisador. Seja específico. Genérico reprova.
  4. Elaborar o orçamento detalhado. Não é só "pesquisador ganha X, material gasta Y". Precisa justificar cada linha. FAPESB quer ver economia de escala. Se o equipamento que você quer comprar custa R$ 100 mil e você encontra por R$ 70 mil, mostre. Economia vira credibilidade.
  5. Montar o cronograma bilateral. Indique quando você vai pra Espanha, quando seu parceiro vem pro Brasil, quando há reuniões online, quando há entregas. Bilateral não é trabalho só de casa. Precisa ter mobilidade planejada e justificada.
  6. Acessar a plataforma oficial da FAPESB. Crie login, insira dados institucionais, faça upload de documentação, submeta projeto em formato PDF (confira template oficial). Não esqueça de anexar carta de intenção do parceiro espanhol e Currículo Lattes atualizado. Acesse a página oficial aqui pra pegar os templates exatos e instruções atualizadas.
  7. Revisar antes de enviar. Leia seu projeto completo em voz alta. Se não entendeu a primeira vez, revisa. Pede feedback de colega que não está no projeto. Olha formatação, numeração, referências. Edital bem escrito tem 40% mais chance.

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## Os 5 erros que mais reprovam projetos similares Eu já vi captador errar esses 5 pontos toda semana. Projeto bom no fundo, morreu por detalhe.
  1. Parceria bilateral fraca ou ausente. Projeto chega sem carta de intenção do parceiro espanhol, ou com carta genérica que parece template. FAPESB nega na hora. Bilateral não é sugestão. É requisito. Se você não tem contato em Espanha, cria agora. Procura grupos de pesquisa em seu tema, manda email pra professor coordenador, mostra interesse em colaboração. Tem que ter nome, assinatura digitalizada, data no papel timbrado de universidade ou instituto lá.
  2. Documentação vencida. Certidões da Receita Federal com mais de 3 meses. CNPJ com situação irregular. Filiação a sindicato em débito. FAPESB verifica isso. Projeto ótimo não salva documento vencido. Renova tudo antes de começar a escrever.
  3. Projeto genérico sem diferencial. "Vamos fazer pesquisa em inteligência artificial." Só isso não entra. Precisa ser: "Vamos desenvolver algoritmo de visão computacional pra detectar lesões de pele em imagens de alta resolução, com teste em 500 imagens de arquivo de dermatologia espanhol." Específico. Mensurável. Bilateral.
  4. Orçamento inflado ou não justificado. "Preciso de R$ 2 milhões." Por quê? Se você pediu tanto quanto um projeto de 36 meses mas o seu tem 12, reprova. Se orçamento de pesquisador está desconectado de salário padrão na instituição, reprova. FAPESB olha benchmark. Quanto seu colega custa na mesma universidade? Se você pede 3× mais, explica por escrito.
  5. Falta de alinhamento com prioridades FAPESB. FAPESB tem eixos temáticos. Em 2026, prioridade é inovação com potencial de mercado. Se seu projeto é pesquisa pura sem aplicação, mesmo que impecável, fica menos competitivo. Verifica editais anteriores da FAPESB, vê quais projetos ganharam e por quê. Alinha seu problema à visão da fundação.
## Como aumentar suas chances de aprovação Não é magia. É estratégia. ### Antes de começar a escrever Pesquise. Olha editais FAPESB de anos anteriores (2022, 2023, 2024). Procura projetos aprovados em sua área. Que problema eles resolveram? Como descreveram? Que orçamento pediram? Não copia. Mas aprende o padrão. Faz uma reunião com seu parceiro espanhol via Zoom. Gera documento assinado (mesmo que simples) descrevendo o que vocês vão fazer junto, quanto tempo, o quê cada um faz. Isso vira base da carta de intenção. Bilateral de verdade tem sinergia visível. ### Durante a escrita do projeto Estruture em seções claras: problema, estado da arte, metodologia, resultados esperados, potencial de transferência de conhecimento. Cada seção tem propósito. Não é ensaio. É relatório técnico. Cite referências recentes (últimos 5 anos). Mostra que você acompanha literatura. Cite artigos de pesquisadores espanhóis se encontrar relacionado. Isso mostra que você fez lição de casa e respeita a pesquisa de lá. Seja específico em "resultados esperados". Não é "contribuir pra ciência". É "gerar 3 publicações em periódicos Q1, 1 patente, 1 protótipo testado em ambiente real". Contável. Monitorável. ### Antes de submeter Pede feedback de alguém que não está no projeto. Professor de outra instituição. Pesquisador experiente em captação. Alguém que já ganhou edital FAPESB. Eles veem furos que você não vê. Revisa formatação. Fontes iguais, numeração contínua, figuras com legenda. Parece pequeno. FAPESB avalia isso. Projeto bem formatado sinaliza seriedade. Confira anexos. Certidões atualizadas? Currículos Lattes? Carta do parceiro espanhol? Comprovante de experiência anterior com pesquisa internacional (publicação conjunta, colaboração anterior)? Tudo ali.

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## Perguntas frequentes P: Pesquisador vinculado em universidade privada pode aplicar? R: Pode. FAPESB aceita universidades privadas desde que tenham CNPJ ativo, estrutura de pesquisa formalizada e histórico em P&D. Mas na priorização, universidades federais e institutos públicos têm vantagem. Se sua universidade privada tem laboratório equipado e Currículo Lattes robusto, você compete. Só que em pé de igualdade menos favorável. P: Preciso ter experiência anterior em pesquisa bilateral? R: Ajuda, mas não é obrigatório. FAPESB quer ver que você entende o que é colaboração bilateral e tem planejamento pra isso. Uma publicação conjunta com pesquisador estrangeiro já é diferencial. Se não tem, demonstra no projeto que vocês têm reuniões planejadas, existe divisão clara de tarefas, e tem mobilidade programada. P: Quanto é o prazo entre submissão e resultado? R: Editais FAPESB geralmente levam 4 a 6 meses pra resultado. Você submete até outubro 2026, resultado sai provavelmente em março ou abril de 2027. Nesse meio tempo há avaliação por pares, análise de documentação e reunião de comissão. P: Meu projeto foi reprovado em outro edital. Posso usar o mesmo no CDTI Espanha? R: Não igual. Reformule. Edital anterior pode ter tido critérios diferentes. Este exige bilateral como requisito central. Se sua versão anterior não tinha parceria com Espanha, não entra. Adapte para incluir parceria bilateral, realoque orçamento, reformule cronograma. É trabalho, mas projeto que já passou por avaliação anterior tem base sólida. P: Que documentação é imprescindível? R: Certidões (Receita Federal, FGTS, INSS, Prefeitura Municipal) com data recente, Cartão CNPJ, Estatuto Social (se instituição), Currículos Lattes de pesquisadores principais e responsável técnico, Carta de Intenção assinada do parceiro espanhol, Comprovante de vinculação à instituição (contrato, portaria), Projeto em formato PDF, Orçamento detalhado. Nenhuma falta. P: A FAPESB financia estadia dos pesquisadores durante viagem pra Espanha? R: Sim, é elegível dentro do orçamento se está planejado e justificado. Passagem aérea, hospedagem, alimentação. Mas não é carte blanche. Precisa estar no cronograma do projeto como atividade que contribui aos objetivos. Uma viagem turística disfarçada de reunião não passa. --- ## Resumindo Essa chamada CDTI Espanha da FAPESB é oportunidade clara pra quem trabalha com pesquisa e tem interesse em internacionalização. O diferencial é que bilateral não é marketing. É requisito de verdade. Quem se encaixa (universidade pública, ICT, pesquisador com vínculo institucional forte, empresa com P&D real) e tem parceiro em Espanha já definido sai na frente. O resto do jogo é execução: documentação impecável, projeto específico, orçamento justificado, cronograma realista. Prazo é 8 de outubro de 2026. Tem tempo, mas edital de pesquisa come tempo rápido. Monta a parceria bilateral agora. Começa a escrever em agosto. Deixa revisão pra setembro. Dúvida? Volta aqui. Ficou claro o que o edital quer?
Áreas
  • Ciência e Tecnologia
  • Tecnologia e Inovação

Fontes consultadas

  1. [1]FAPESB, Chamada CDTI Espanha 2026-2027
  2. [2]Portal de Transparência FAPESB
  3. [3]Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Editais
  4. [4]Plataforma Lattes, CNPq
C
Capitaai
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Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns de captadores sobre este edital.

Universidades federais e estaduais, institutos públicos de ciência e tecnologia (ICT) formalizados, pesquisadores com vínculo institucional em organizações com histórico em P&D internacional, e empresas de base tecnológica com mínimo 3 anos de operação. FAPESB prioriza candidatos com parceria prévia com instituições espanholas ou publicações em coautoria com pesquisadores espanhóis. Universidades privadas são aceitas mas com menor competitividade. Pesquisadores sem vínculo institucional formalizado, startups com menos de 1 ano, ONGs sem P&D e consultorias sem equipe técnica própria não se encaixam. O diferencial crítico é a capacidade demonstrada de trabalho bilateral internacional e histórico comprovado em colaboração científica externa.

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