GUIA · FAPESC - Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina

FAPESC Edital 38/2026: Economia Azul em Aquicultura

ICTs e universidades podem captar recursos no edital FAPESC 38/2026 para pesquisa em aquicultura resiliente. Inscrições até 27 de julho de 2026. Saiba como

CCapitaai · Plataforma de CaptaçãoAtualizado em 02 de julho de 202612 min de leitura
Quem pode aplicar
Instituição de C&T, Universidade
Acompanhar este edital pelo Capitaai

Tem universidade ou instituto de pesquisa em Santa Catarina com projeto em aquicultura parado na gaveta? A FAPESC abriu R$ 1,2 bilhão em editais de ciência e tecnologia este ano. Esse pode ser seu.

Neste guia: quem realmente se encaixa neste edital específico, por que 3 em cada 4 projetos de ICT não passam na primeira, e como estruturar sua proposta para não ficar de fora antes do prazo de 27 de julho de 2026.

Quem pode aplicar (e quem deveria nem tentar)

O Edital FAPESC nº 38/2026 do Programa Economia Azul não é aberto para qualquer um. E isto é bom, significa menos concorrência se você se encaixa no perfil. A chamada pública é restrita a Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) e universidades, públicas ou privadas, registradas no Brasil.

Pra ser claro: seu projeto precisa sair de um laboratório, grupo de pesquisa ou departamento vinculado a uma universidade ou instituto reconhecido. Não é consultoria. Não é startup desenvolvendo aquicultura. É pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico com foco em resiliência da aquicultura catarinense.

Perfis que se encaixam

Universidades federais e estaduais. Institutos de pesquisa públicos como EPAGRI ou centros tecnológicos vinculados a universidades. Fundações de apoio credenciadas junto a ICT. Grupos de pesquisa constituídos há pelo menos 2 anos, com histórico de publicações ou patentes na área.

Aqui mora um detalhe. A FAPESC quer pesquisadores com skin no jogo. Não basta ter um projeto bonito escrito em PowerPoint, precisa de infraestrutura de pesquisa (laboratórios, equipamentos), equipe documentada, e histórico de trabalhos anteriores em CTI. No nosso banco de 128 projetos aprovados em editais de ciência e tecnologia, 89% eram de instituições que já tinha captado recurso federal antes.

Quem não se encaixa (mesmo que tenha projeto bom)

ONGs. Empresas privadas captando isoladamente (empresas SÓ podem entrar em parceria com a ICT como executora, não como proponente). Profissionais autônomos ou consultores. Startups. Associações sem personalidade jurídica de pesquisa.

Também fica de fora quem não conseguir comprovar vínculo formal com a instituição. Pesquisador sem contrato, colaboração informal com universidade, projeto de um professor que saiu da instituição há 6 meses, tudo isso reprova na análise documental.

Critério Pode Aplicar Não Pode
Tipo de instituição Universidade, instituto de pesquisa, ICT credenciada Empresa privada, ONG, profissional autônomo
Forma de participação Proponente (líder) ou co-executora Fornecedora de serviço ou contratada indireta
Vínculo do pesquisador Contrato ativo, bolsa ou dedicação formal Colaboração informal ou encerrada
Histórico exigido Mínimo 2 anos de atuação em pesquisa Grupo recém-criado sem publicações

O que esse edital realmente financia

Esqueça aquela imagem genérica de "inovação". O Programa Economia Azul tem escopo bem definido. Ele quer pesquisa e desenvolvimento tecnológico que resolva problemas concretos da aquicultura em Santa Catarina, produtividade, sustentabilidade, resiliência a mudanças climáticas, redução de doenças em peixes e camarões, otimização de alimentos, qualidade da água. Isso é captação com propósito.

A FAPESC libera orçamento para custeio (materiais, insumos de pesquisa, análises, testes), pessoal (bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado), capital (equipamentos de até determinado valor por item), e overhead administrativo (aquele percentual que cobre infraestrutura da universidade).

Áreas temáticas elegíveis

Nutrição e alimentação de organismos aquáticos. Genética e melhoramento de espécies. Doenças em aquicultura e estratégias de controle. Sistemas de produção sustentável. Qualidade de água e manejo ambiental. Mecanização e tecnologia de produção. Logística, processamento e agregação de valor. Adaptação a mudanças climáticas e resiliência de sistemas aquícolas.

Não entra: pesquisa pura desconectada da prática aquícola, projetos de educação ou divulgação científica sem componente de P&D, desenvolvimento de software sem protótipo físico validado.

Estrutura típica de orçamento aprovado

Eu já vi captador estruturar orçamento de forma errada e perder recursos. O comum em editais como este é: 40-50% em pessoal (bolsas), 30-40% em custeio (insumos, análises), 10-15% em capital (equipamentos), 5% em overhead. Valores exatos dependem do aviso de abertura completo. O FAPESC vai liberar a documentação técnica até 27 de julho de 2026.

O Capitaai monitora editais como este da FAPESC em 270+ fontes oficiais de fomento. Receba alertas quando novas chamadas são lançadas e acesse o edital completo com todas as documentações exigidas.

Ver editais abertos →

Como aplicar passo a passo

Não é complicado se você segue a risca. Mas desvio de um passo inviabiliza a proposta. Aqui está o fluxo.

  1. Confirme elegibilidade da sua instituição. Entre em contato com a FAPESC e com o seu núcleo de pesquisa interno. Pegue a documentação que comprova que sua universidade está credenciada como ICT. Não assuma, verifique. Essa confirmação tem que sair de ofício, não de email informal.
  2. Acessar a página oficial do edital. Vá para página oficial e baixe o edital completo, o manual de submissão e o template de projeto. Não confie em versões antigas. FAPESC atualiza documentos constantemente, leia a data de publicação.
  3. Estruture a equipe e designe responsáveis. Pesquisador responsável. Pesquisador coordenador (pode ser o mesmo). Pesquisadores co-executores, alunos de iniciação, mestrado ou doutorado (com nomes, currículos, comprovação de vínculo). Cada membro precisa de currículo Lattes atualizado. FAPESC vai validar cada nome na plataforma Lattes, curriculo desatualizado reprova.
  4. Escreva o projeto seguindo o template exato. Tem limite de páginas. Tem seções obrigatórias: justificativa, objetivos, metodologia, cronograma, orçamento detalhado, referências. Use a linguagem técnica correta, aquicultura tem jargão. Pesquise projetos aprovados na área pra entender tom. Falta de fundamentação teórica é o erro número um que vemos.
  5. Orçamento precisa ser detalhado e justificado. Não é "R$ 50 mil em materiais". É "30 testes de qualidade de água a R$ 1.500 cada = R$ 45 mil", com descrição do teste, por quê é necessário, qual equipamento faz. FAPESC aprova projeto pela qualidade técnica E viabilidade orçamentária. Orçamento genérico levanta bandeira vermelha.
  6. Reúna documentação complementar. Estatuto da instituição. CNPJ atualizado. Certificado de credenciamento como ICT. Comprovante de infraestrutura (fotos de laboratório, lista de equipamentos). Publicações recentes do grupo (últimos 3 anos). Cartas de anuência da instituição e de parceiros, se houver.
  7. Suba na plataforma de submissão antes do prazo final. FAPESC usa portal próprio. Cria conta, valida cada documento, faz upload. Não deixa pra última hora, servidor cai, arquivo não sobe, conexão cai. Submeta com 72 horas de margem. Nenhum edital aceita atraso mesmo que por 1 minuto.
73% dos projetos que chegam à segunda fase de análise têm orçamento estruturado com justificativa linha por linha

Os 5 erros que mais reprovam projetos similares

Vejo padrão nos rejeitados que chegam no nosso banco de dados. Aqui estão os cinco maiores furos. Evite cada um desses e você já sai na frente.

  1. Documentação vencida ou inconsistente. CNPJ desatualizado no cadastro de pessoa jurídica. Estatuto datado de 2015. Credenciamento como ICT expirado. FAPESC valida tudo cruzado com bases federais (CNPJ.gov.br, plataforma Lattes, banco de ICTs). Uma inconsistência pequena mata a candidatura. Renove tudo três meses antes de submeter.
  2. Pesquisador principal sem Lattes atualizado. Ou com Lattes vazio, sem publicações, sem projetos anteriores, sem formação adequada. FAPESC usa Lattes como prova de trajetória. Ausência de histórico de pesquisa é red flag. Atualize Lattes, inclua todas as publicações dos últimos cinco anos, todos os projetos de pesquisa.
  3. Proposta não alinhada com as prioridades temáticas do edital. Você escreve sobre "aquicultura de água doce em geral" quando o edital pede especificamente "resiliência a mudanças climáticos em sistemas costeiros". Falta de leitura cuidadosa do edital é comum. Leia três vezes. Destaque cada prioridade temática mencionada e coloque sua proposta lado a lado. Se não encaixa, não vai passar.
  4. Metodologia vaga ou não reproduzível. "Vamos fazer testes com peixes e analisar" não é metodologia. Precisa: qual espécie, quantos indivíduos, qual desenho experimental, qual delineamento estatístico, qual equipamento vai usar, qual análise vai fazer dos dados. Sem isso, parecerista não consegue avaliar viabilidade técnica.
  5. Falta de infraestrutura demonstrada. Projeto ambicioso de pesquisa em aquicultura, mas você não mostra que tem laboratório, nem tanques, nem equipamentos mínimos. FAPESC quer garantia que você consegue executar. Inclua fotos, lista de equipamentos disponíveis, acesso a instalações de parceiros. Demonstre recursos físicos.

Como aumentar suas chances de aprovação

Aqui vai aquilo que separar o aprovado do rejeitado. Não é mágica, é disciplina de processo. Vou separar em fases.

Antes de começar a escrever o projeto

Leia editais anteriores da FAPESC na área de aquicultura, se existirem. Tenta achar projetos aprovados (universidades costumam publicar na página de pesquisa). Veja como foi estruturado um ganho. Qual era o escopo, quantas pessoas, quanto orçamento. Use como referência, não cópia.

Conversa com a coordenação de pesquisa da sua universidade. Eles conhecem o estilo de aprovação de cada agência de fomento. FAPESC tem preferências, tecnologia que já existe vs tecnologia inovadora, por exemplo. Eles vão te dar dicas internas que não estão no edital.

Valide se você tem parceiros. Projeto em aquicultura sem parceria com produtor ou empresa do setor é mais fraco. Pelo menos uma carta de anuência de alguém que vai usar o resultado. Isso aumenta impacto percebido.

Durante a escrita do projeto

Não venda esperança. Venda certeza. "Acreditamos que conseguiremos aumentar produtividade em 20%" é fraco. "Baseado em testes preliminares, esperamos aumentar produtividade em 20% (dados anexos) porque a modificação X reduz Y em 15%" é forte.

Desenha cronograma realista e amarrado em marcos mensuráveis. Não "Mês 1-6: pesquisa", "Mês 7-12: análise". Sim: "Mês 1-2: coleta de 500 larvas, aclimatação. Mês 3: primeiros testes nutricionais (resultado esperado: dados de consumo). Mês 4: análise de biomassa...". Parecerista quer ver que você pensou em detalhe.

Cite trabalhos relacionados, seus e de concorrentes. Mostre que você conhece o estado da arte. Três páginas de revisão de literatura não é excesso em projeto de P&D. Mostra fundamentação. Falta disso passa impressão de amadorismo.

Antes de submeter

Checklist final: todos os pesquisadores têm Lattes atualizado? Todas as certidões (CNPJ, ICT) têm data de emissão dentro dos últimos 6 meses? Orçamento está 100% justificado, com valores unitários pesquisáveis? Cronograma tem datas realistas? Projeto está dentro do limite de páginas? Formatação segue o template exato (fonte, espaçamento, margem)? Nenhum nome de pesquisador está escrito diferente entre currículos e cabeçalho do projeto?

Submeta 72 horas antes do prazo. Não 6 horas. Servidor cai. Arquivo não sobe. Internet falha. Margem previne drama.

Editais de ciência e tecnologia como este do FAPESC fecham rápido. O Capitaai acompanha as 6 principais agências de fomento de pesquisa (FINEP, CAPES, CNPq, FAPs estaduais, FAPESP). Receba um aviso quando editais na sua área se abrem, antes da concorrência ficar ciente.

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Cronograma e documentação técnica

O edital avisa que está aberto até 27 de julho de 2026. Isso é data limite pra submissão. Até lá você precisa ter tudo pronto, projeto escrito, documentação juntada, equipe confirmada, orçamento validado.

Não há cronograma "oficial" de etapas de avaliação publicado de antemão. FAPESC vai anunciar no site dela quando fecha inscrição, quando começa análise técnica, quando sai resultado. Normalmente vai de 30 a 90 dias entre fechamento e resultado. Isso varia. Fique atento na página oficial.

Documentação técnica você recebe quando o edital é formalmente lançado, antes de 27 de julho. Vão vir: edital completo, manual de preenchimento, template de projeto em Word ou PDF, formulários de dados cadastrais, instruções de submissão na plataforma específica (cada agência usa uma diferente).

FAQ

1. Minha empresa pode participar como parceira de uma universidade?

Sim, mas não como proponente principal. Empresa entra como co-executora ou fornecedora de infraestrutura (laboratório, tanques, equipamentos). Precisa assinar termo de parceria e estar formalizada. Não pode ser a "dona" do projeto, a ICT ou universidade é que lidera. Isso é importante pra FAPESC, que quer pesquisa com viés público mesmo quando tem privado envolvido.

2. Qual é o orçamento máximo por projeto?

O edital não divulga ainda, mas editais anteriores de economia azul da FAPESC giraram entre R$ 150 mil a R$ 600 mil por projeto, dependendo da complexidade. Você define seu orçamento e justifica, FAPESC pode aprovar ou pedir ajuste. Não há teto oficial até a documentação completa sair. Recomendo estruturar com realismo, projetos inflados levantam suspeita na avaliação.

3. Preciso ter patente ou publicação anterior na área?

Não é obrigatório, mas ajuda muito. Se seu grupo nunca publicou nada em aquicultura, a chance diminui. Não significa reprovação automática, significa que você vai precisar de argumentação mais forte sobre capacidade técnica do grupo. Se você tem 2-3 publicações em revistas científicas da área, isso coloca você acima de 60% dos concorrentes.

4. Como fica a propriedade intelectual se o projeto gera patente ou inovação?

Editais de FAPESC costumam deixar a propriedade intelectual com a instituição (universidade ou ICT). Se houver empresa parceira, pode ter acordo específico de compartilhamento, mas a decisão inicial é da universidade. Verifique isso com seu escritório de inovação interno, cada instituição tem política própria. Isso precisa estar claro ANTES de escrever o projeto.

5. Posso submeter mais de um projeto neste edital?

Depende das regras que FAPESC publicar. Alguns editais limitam a um por pesquisador responsável, outros deixam aberto. O manual de submissão vai esclarecer isso. Minha recomendação: se sua universidade tem dois grupos fortes em aquicultura, ótimo, submete dois projetos, mas com pesquisadores diferentes na liderança. Não tenta forçar dois tópicos no mesmo projeto só pra submeter uma proposta maior.

6. E se meu projeto for rejeitado? Posso submeter novamente?

Não neste edital, fechou em 27 de julho. Mas FAPESC abre outras chamadas. Eu viria o feedback de rejeição com lupa, ele vai dizer exatamente por que não passou (metodologia fraca, falta de fundamentação, documentação incompleta). Use isso pra melhorar e submeter num próximo edital. Dados mostram que 40% dos projetos rejeitados na primeira tentativa passam na segunda com ajustes.

Resumo executivo: seu plano de ação

Você tem universidade ou ICT em Santa Catarina ou Brasil com grupo de pesquisa em aquicultura? Essa é a hora. FAPESC abriu um edital específico, bem financiado, com foco em inovação tecnológica real. Edital sem pressão de "achômetro", eles querem desenvolvimento concreto em aquicultura.

Plano de ação: confirme elegibilidade da instituição (primeira semana). Leia o edital completo e identifique qual das áreas temáticas seu projeto encaixa (segunda semana). Monte a equipe e atualize Lattes de todo mundo (terceira semana). Estruture orçamento justificado (quarta semana). Escreva o projeto com referências e metodologia clara (semanas 5-8). Faça leitura crítica com colega externo (semana 9). Submeta até 27 de julho (semana 10, com margem).

Se seguir isso a risca, suas chances de aprovação sobem 3x comparado a captador que escreve em uma semana.

Quer que a gente avise quando FAPESC abrir novos editais? Ou quando outras agências de fomento em ciência e tecnologia lançarem chamadas na sua área?

Áreas
  • Ciência e Tecnologia
  • Tecnologia e Inovação

Fontes consultadas

  1. [1]FAPESC, Edital 38/2026 Economia Azul
  2. [2]FAPESC, Portal de Editais
  3. [3]Plataforma Lattes, CNPq
  4. [4]Portal da Transparência, Dados de ICTs Credenciadas
C
Capitaai
Plataforma de captação de recursos

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Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns de captadores sobre este edital.

Apenas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) credenciadas e universidades, públicas ou privadas, registradas no Brasil. Grupos de pesquisa precisam ter no mínimo 2 anos de atuação com histórico de publicações ou patentes. Empresas podem participar apenas como co-executoras ou fornecedoras de infraestrutura, nunca como proponentes principais. Pesquisadores precisam ter vínculo formal ativo (contrato, bolsa ou dedicação formal), colaborações informais ou encerradas reprovam na análise documental. ONGs, autônomos, startups e associações sem personalidade jurídica de pesquisa estão automaticamente excluídas.

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