GUIA · CNPq

Chamada CNPq 32/2026: R$ 1,5 Mi para Pesquisa Brasil-França

ICTs e empresas podem captar R$ 1,5 milhão no edital MCTI/CNPq/ANR 32/2026, com inscrições até 31/03/2027. Descubra como estruturar sua proposta agora.

CCapitaai · Plataforma de CaptaçãoAtualizado em 06 de setembro de 20268 min de leitura
Valor disponível
R$ 1,5 milhões
Inscrições até
31 de março de 2027
Quem pode aplicar
Instituição de C&T, Empresa, Universidade e outros
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O Capitaai monitora 299 editais ativos e indexa 965 projetos aprovados. Entre eles, a Chamada CNPq 32/2026 libera até R$ 1,5 milhão para pesquisa bilateral.

Pesquisadores perdem financiamento todos os dias por falta de monitoramento centralizado. Este guia descomplica a Chamada MCTI/CNPq/ANR Nº 32/2026, detalhando quem pode aplicar, como estruturar o projeto conjunto com franceses e quais armadilhas evitam o zero na avaliação de mérito técnico.

Quem pode aplicar (e quem deveria nem tentar)

Eu já vi pesquisador experiente perder edital internacional por ignorar o perfil exigido na chamada. A burocracia brasileira não perdoa amadorismo em parcerias bilaterais. O CNPq exige consórcios estruturados entre instituições de ciência e tecnologia do Brasil e da França. Não adianta inventar parceria de última hora apenas para tentar abocanhar o fomento.

A captação de recursos exige que a instituição nacional possua capacidade operacional comprovada. Bancas avaliadoras rejeitam propostas onde a infraestrutura física não acompanha a ousadia intelectual descrita no papel.

Perfis aceitos pelo edital

Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), universidades públicas e privadas sem fins lucrativos, empresas de base tecnológica e organizações não governamentais com histórico em P&D entram forte na disputa. A captação de recursos exige que a instituição brasileira tenha infraestrutura mínima para absorver o fomento de custeio internacional sem gargalos administrativos.

As ICTs públicas e privadas sem fins lucrativos encontram aqui um campo fértil, desde que mantenham programas de pós-graduação stricto sensu ativos e reconhecidos. Grupos de pesquisa consolidados precisam demonstrar que já possuem laboratórios funcionando nas áreas exigidas.

Quem não se encaixa

Empresas sem CNPJ ativo no setor de tecnologia, pesquisadores autônomos sem vínculo institucional formal e OSCs que nunca entregaram projetos de pesquisa científica básica ou aplicada. Se a sua estrutura não aguenta prestação de contas rigorosa em moeda estrangeira ou contrapartida técnica, nem gaste tempo escrevendo.

Startups recém-criadas sem faturamento ou histórico de inovação tecnológica também ficam de fora, a menos que integrem o projeto como coexecutoras sob a tutela de uma ICT consolidada. O erro clássico é o empreendedor achar que qualquer empresa pode liderar uma chamada científica do CNPq sem parceria acadêmica.

4projetos conjuntos aprovados no total desta chamada bilateral
CritérioQuem passaQuem é eliminado
Vínculo InstitucionalPesquisador ligado a ICT ou empresa parceiraAutônomos e pessoas físicas isoladas
Parceria InternacionalGrupo francês formalizado na submissãoPromessa de parceria futura
Regularidade FiscalCertidões federais em diaCNPJ com pendência no SICAF

O que esse edital realmente financia

O dinheiro não cai na sua conta para você gastar como quiser. A Chamada MCTI/CNPq/ANR Nº 32/2026 foca exclusivamente em despesas de custeio para pesquisas de ponta. Estamos falando de R$ 1,5 milhão por proposta brasileira para viabilizar intercâmbio científico, materiais de consumo e serviços essenciais.

A subvenção econômica e o apoio financeiro direto exigem um planejamento financeiro impecável. Cada centavo deve estar amarrado às metas descritas no cronograma físico-financeiro do projeto.

Áreas temáticas elegíveis

O escopo divide-se em duas vertentes críticas para o desenvolvimento nacional. Saúde e One Health cobrem desde zoonoses até vigilância sanitária integrada, conectando a saúde humana, animal e ambiental em uma única abordagem sistêmica.

Já o Contínuo Digital abrange computação quântica, inteligência artificial avançada e computação de alto desempenho (HPC). São temas que exigem infraestrutura computacional robusta e colaboração internacional para acelerar o desenvolvimento de algoritmos e modelos preditivos.

Faixas de valor e despesas permitidas

Cada projeto conjunto pode receber até R$ 6 milhões no total, divididos entre os parceiros franceses e brasileiros. Do lado do Brasil, o teto é de R$ 1,5 milhão em custeio puro. Capital para infraestrutura pesada não entra nesta linha. É dinheiro para rodar o experimento, pagar passagens aéreas de pesquisadores e publicar artigos em revistas de alto impacto.

Bolsas de estudo específicas para pós-graduandos e pesquisadores visitantes também podem ser alocadas dentro das rubricas permitidas, desde que atendam rigorosamente às normativas vigentes do CNPq e das agências parceiras na França.

O Capitaai monitora editais como este do CNPq em centenas de fontes oficiais e te avisa antes do prazo. Os editais abertos estão na lista pública, sem cadastro.

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Como aplicar passo a passo

A captação eficiente depende de método, não de sorte. Seguir o fluxo correto evita retrabalho na plataforma Carlos Chagas e garante que sua proposta não seja descartada por falhas formais elementares.

  1. Acesse a página oficial da chamada para baixar o documento completo e verificar eventuais retificações. Confira os detalhes na página oficial do CNPq.
  2. Atualize os Currículos Lattes de todos os integrantes da equipe brasileira, garantindo produção científica recente nas áreas de Saúde ou Contínuo Digital.
  3. Formule o projeto em inglês e português conforme exigido pelo acordo bilateral com a agência francesa equivalente, garantindo tradução técnica de altíssimo nível.
  4. Submeta a proposta na plataforma online do CNPq preenchendo todos os formulários antes do prazo final de 31 de março de 2027.
  5. Acompanhe o julgamento pelas comissões mistas de especialistas Brasil-França, respondendo rapidamente a eventuais diligências solicitadas pelos consultores ad hoc.

Os 5 erros que mais reprovam projetos similares

Eu já vi captador experientíssimo perder edital por bobagem burocrática. Quem não domina o edital acaba tropeçando nos mesmos buracos que poderiam ser evitados com uma simples revisão cruzada.

  1. Falta de simetria na proposta. O projeto apresentado no Brasil diverge significativamente do submetido na França, gerando desconfiança nos avaliadores internacionais.
  2. Orçamento fora do escopo. Pedir equipamento de capital quando a chamada autoriza apenas despesas de custeio para a execução das atividades.
  3. Lattes desatualizado. Pesquisador principal sem publicações nos últimos cinco anos nas áreas específicas de inteligência artificial, computação quântica ou saúde.
  4. Cronograma inexequível. Tentar entregar resultados complexos de pesquisa básica ou aplicada em prazos que desafiam a lógica experimental.
  5. Submissão de última hora. Deixar para enviar no último dia e perder a captação por instabilidade no sistema ou erro de preenchimento dos anexos obrigatórios.

Como aumentar suas chances de aprovação

Ganhar fomento público não é loteria. Exige estratégia de escrita e validação prévia de critérios sutis que os avaliadores buscam nas entrelinhas do documento técnico.

Antes de começar a escrever

Converse com o parceiro francês semanas antes de redigir. A captação de recursos internacionais depende de uma narrativa coesa onde ambos os lados demonstram dependência mútua para resolver o problema de saúde ou tecnologia proposto no edital.

Mapeie editais anteriores da mesma parceria para entender o perfil dos pesquisadores que costumam ser contemplados pelas comissões mistas.

Durante a escrita do projeto

Seja cirúrgico nos impactos esperados. Mostre como a inteligência artificial ou a computação quântica aplicada à saúde vai gerar patentes, produtos ou políticas públicas reais para a sociedade. Evite jargão vazio e foque em indicadores tangíveis de sucesso.

Detalhe a divisão de tarefas entre o laboratório brasileiro e a instituição francesa, provando que o intercâmbio de pesquisadores vai gerar valor real para ambos os países.

Antes de submeter

Peça para um pesquisador externo ler a proposta fingindo ser um avaliador cético. Se ele não entender o ganho tecnológico em dez minutos de leitura, reescreva completamente o resumo executivo.

Verifique se todas as certidões negativas da instituição proponente estão válidas e se os anexos obrigatórios estão no formato PDF adequado exigido pela plataforma do CNPq.

Quer saber se você se encaixa em editais como este? Veja em 30 segundos quais dos editais ativos combinam com seu perfil.

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Perguntas frequentes

Quem exatamente pode aplicar neste edital do CNPq?

O edital aceita Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), universidades públicas e privadas sem fins lucrativos, empresas de base tecnológica e organizações não governamentais que formem consórcios bilaterais de pesquisa com instituições francesas nas áreas de saúde, One Health, inteligência artificial, computação quântica ou computação de alto desempenho, desde que possuam capacidade operacional e infraestrutura de laboratório adequada para executar o projeto dentro dos padrões exigidos pelas agências financiadoras.

Qual o valor disponível por projeto aprovado?

O financiamento total do projeto conjunto pode chegar a R$ 6 milhões, sendo que o lado brasileiro financia até R$ 1,5 milhão em despesas estritamente voltadas para o custeio da pesquisa executada no território nacional, cobrindo passagens, diárias, materiais de consumo e serviços de terceiros essenciais para o desenvolvimento tecnológico proposto ao longo do cronograma aprovado pelas comissões julgadoras.

Qual o prazo e como funciona o cronograma?

As inscrições ficam abertas até o dia 31 de março de 2027. O processo envolve submissão eletrônica na plataforma do CNPq, triagem documental eliminatória, avaliação de mérito por um comitê misto binacional de especialistas e posterior divulgação dos resultados preliminares e finais, permitindo que os pesquisadores iniciem a execução financeira do fomento conforme as diretrizes estabelecidas no termo de outorga assinado pelas partes.

Que documentação é obrigatória na submissão?

São exigidos o formulário de proposta online preenchido, o projeto técnico detalhado redigido em conjunto com a contraparte francesa, cartas de anuência institucional assinadas pelos dirigentes máximos, termos de cooperação internacional formalizando a parceria acadêmica e a comprovação rigorosa de regularidade fiscal e trabalhista das entidades proponentes envolvidas no consórcio bilateral de pesquisa.

Como aumentar as chances reais de aprovação?

Para elevar drasticamente suas chances de aprovação, é fundamental demonstrar forte complementaridade técnica e metodológica com o laboratório francês, manter o currículo Lattes de toda a equipe rigorosamente atualizado, detalhar o orçamento estritamente dentro das regras de custeio estabelecidas pela chamada e redigir o projeto de forma absolutamente clara sobre o impacto tecnológico e científico que será gerado ao término da execução.

O que mais reprova projetos em chamadas bilaterais?

Os principais motivos de reprovação incluem a divergência de escopo entre as propostas entregues no Brasil e na França, o pedido indevido de itens de capital quando o edital veda expressamente essa rubrica financeira, a ausência de publicações recentes dos pesquisadores principais nas áreas temáticas da chamada, e a submissão atabalhoada de última hora sem a devida revisão da documentação institucional e dos termos de parceria internacional.

Áreas
  • Saúde
  • Tecnologia e Inovação
  • Ciência e Tecnologia

Fontes consultadas

  1. [1]CNPq — Página oficial da Chamada 32/2026
  2. [2]MCTI — Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
C
Capitaai
Plataforma de captação de recursos

O Capitaai lê editais de mais de 600 órgãos e financiadores em 45 fontes, entre Diário Oficial da União, fundações de amparo à pesquisa e fundações privadas, e tem 396 editais abertos hoje. Como os dados são coletados · Garantir o passe e acessar os editais →

Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns de captadores sobre este edital.

O edital é voltado para Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), universidades públicas e privadas sem fins lucrativos, empresas de base tecnológica e organizações não governamentais. É obrigatório formar consórcios bilaterais sólidos de pesquisa com instituições francesas nas áreas prioritárias de saúde, One Health, inteligência artificial, computação quântica ou computação de alto desempenho. A instituição brasileira precisa obrigatoriamente possuir capacidade operacional comprovada, infraestrutura laboratorial adequada e programas de pós-graduação stricto sensu ativos para executar o projeto com rigor administrativo, eliminando automaticamente autônomos, pesquisadores sem vínculo formal e empresas sem regularidade fiscal no SICAF.

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